Um erro que beira o inacreditável foi registrado no Hospital Santa Cruz de Canoinhas, no Planalto Norte de Santa Catarina. Entre os dias 9 e 11 de julho, recém-nascidos receberam doses de soro antiofídico — indicado para tratar picadas de cobra — no lugar da vacina contra hepatite B, obrigatória nos primeiros dias de vida. O caso gerou revolta e colocou em xeque a responsabilidade da instituição, que recebe recursos públicos para prestar o serviço.
O hospital admitiu a falha nesta terça-feira (15) e informou que, por sorte, as crianças não sofreram reações adversas. As doses aplicadas foram de apenas 0,5 ml, muito abaixo do que seria usado em um tratamento real contra veneno de cobra. Mesmo assim, o fato de um erro tão primário ter ocorrido dentro de uma maternidade expõe uma fragilidade chocante nos protocolos de segurança.
A Secretaria de Saúde do município acionou a Vigilância Epidemiológica para acompanhar os bebês e prestar suporte às famílias. Mas a medida vem depois do susto e não livra a instituição do peso da responsabilidade.
Diante do absurdo, a prefeita Juliana Maciel (PL) determinou a contratação imediata de uma auditoria externa para investigar a conduta do hospital, que é filantrópico, mas mantém contratos com o poder público. Nos bastidores, o sentimento é de indignação total — especialmente porque o erro envolve recém-nascidos, que dependem integralmente dos cuidados dos profissionais para sobreviver e começar a vida com saúde.
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