Santa Catarina pode sentir os primeiros impactos do tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros já nos próximos dias. Itajaí, um dos principais polos exportadores do estado, enviou mais de US$ 57 milhões em mercadorias para o mercado americano em 2024 — com destaque para carne suína, bovina, madeira e peixes congelados — e está entre as cidades que mais devem ser afetadas.
Joinville lidera as exportações catarinenses para os EUA, com US$ 123,5 milhões, especialmente em peças automotivas, bombas de ar e partes de motor. Jaraguá do Sul aparece na sequência, com US$ 112,9 milhões em motores e transformadores elétricos. Também estão na lista cidades como Caçador (US$ 101,7 milhões, com produtos de madeira e MDF) e Salete (US$ 24,3 milhões, com foco em carpintaria para construções).

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta terça-feira (29) que o governo americano sinalizou interesse em retomar o diálogo sobre as tarifas, que devem entrar em vigor na sexta-feira (1º). Segundo ele, o Brasil prepara um plano de contingência para proteger empresas e trabalhadores, incluindo medidas semelhantes às adotadas na pandemia. “Estamos confiantes de que vamos superar esse momento e continuar na mesa de negociação”, afirmou.
De acordo com o colunista Valdo Cruz, o Brasil tentará excluir itens como alimentos e aeronaves da Embraer do tarifaço, enquanto parlamentares brasileiros e empresários intensificam articulações em Washington. A orientação de representantes do setor privado é evitar retaliação, para não provocar uma escalada ainda maior por parte de Donald Trump.
Créditos (Imagem de capa): Foto: G1

Portal SC Notícias