A relação entre Taís Araújo e Manuela Dias, respectivamente protagonista e autora do remake de “Vale Tudo”, tornou-se pública após a atriz formalizar uma queixa contra a autora junto ao setor de compliance da TV Globo, e a autora, por sua vez, responder com uma denúncia.
O embate teria iniciado em agosto, quando Taís procurou Manuela para discutir o desenvolvimento de sua personagem, Raquel. Segundo fontes, ela manifestou insatisfação com o que considerou um caminho de sofrimento excessivo para a protagonista negra, além de menor visibilidade na reta final da trama.
A partir desta conversa, a atriz decidiu levar o caso ao compliance da emissora. Logo depois, Manuela-Dias também teria apresentado uma queixa alegando que Taís teria violado o código de conduta da empresa ao tornar público o descontentamento.
A situação ganhou visibilidade porque toca em temas sensíveis: representatividade, protagonismo negro na dramaturgia, e a dinâmica entre autor e intérprete. A atriz levantou, em entrevista, que esperava “uma narrativa de mulher negra com ascensão” e se disse “triste e frustrada” com o rumo dado à personagem.
A TV Globo emitiu nota oficial informando que “tem muito orgulho” do remake de Vale Tudo, que ele “já entrou para a história da dramaturgia brasileira” e reafirmou seu “compromisso com a diversidade”. Nesse posicionamento, a emissora evitou aprofundar o conflito, preferindo apresentar uma mensagem de unidade institucional.
Desde a repercussão, não há registros públicos de nova mediação entre as partes. Fontes relatam que a atriz e a autora não mantêm contato direto. A emissora também passou a evitar situações em que as duas aparecessem juntas em programas ou eventos, para reduzir constrangimentos.
Para quem não acompanhou, o mal-estar entre Taís Araújo e Manuela Dias simboliza mais do que um caso de bastidor: é um reflexo da tensão sobre quem conta a história, como se conta, e de que forma a representação negra se posiciona em grandes produções televisivas.
