Na quarta-feira (1º), uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) resultou na prisão de um vereador e de um ex-chefe de gabinete no município de Penha, no Litoral Norte de Santa Catarina. A ação faz parte da chamada “Operação Repartição”, que apura suspeitas de prática de “rachadinha” dentro da Câmara de Vereadores.
De acordo com as investigações, o vereador Luciano de Jesus (PP), que já estava afastado da presidência do Legislativo, e o ex-chefe de gabinete Fabrício de Liz foram presos preventivamente durante o cumprimento de mandados judiciais. Ambos foram encaminhados ao Presídio da Canhanduba, em Itajaí.
A operação também cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em gabinetes e locais ligados aos investigados. O objetivo é reunir provas sobre crimes contra a administração pública, como peculato e concussão.
Segundo o GAECO, o esquema teria iniciado em 2025 e consistia na devolução de parte dos salários de servidores da Câmara aos investigados, prática conhecida como “rachadinha”. Os repasses eram feitos, em alguns casos, por meio de transferências via PIX.
As apurações apontam que o ex-chefe de gabinete atuava como operador do esquema, sendo responsável por exigir os valores e repassá-los ao vereador.
Dias antes da prisão, em 27 de março, o vereador já havia sido afastado da presidência da Câmara por decisão dos próprios parlamentares, após o avanço das denúncias investigadas pelo Ministério Público. Uma Comissão Parlamentar Processante (CPP) também foi instaurada para apurar os fatos no âmbito do Legislativo municipal.
Em nota, a Câmara de Vereadores de Penha informou que colaborou com as investigações e reforçou o compromisso com a transparência e a legalidade.
O material apreendido será analisado pela Polícia Científica e pode ajudar a identificar outros envolvidos no esquema. O caso segue sob sigilo e novas fases da investigação não estão descartadas.

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