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Quarta-feira, 15 de Abril 2026

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Instabilidade no sistema da Receita Federal gera insegurança no início do Imposto de Renda 2026

Para especialista, falhas técnicas, ausência da pré-preenchida e falta de comunicação impactam diretamente empresários e contadores

Aline do Mar
Por Aline do Mar
Instabilidade no sistema da Receita Federal gera insegurança no início do Imposto de Renda 2026
Jefferson Custódio - CEO grupo CEOCON
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O primeiro dia de entrega da Declaração do Imposto de Renda 2026 foi marcado por instabilidade nos sistemas da Receita Federal, ausência da declaração pré-preenchida e dificuldades de acesso ao eCAC. Além disso, o envio em massa de termos de exclusão do Simples Nacional gerou insegurança entre empresários em diversas regiões do país.

A situação causou preocupação principalmente entre profissionais da contabilidade e empresários, que dependem dos sistemas para cumprir prazos e obrigações fiscais.

Para o empresário Jefferson Custodio, presidente do IETI (Instituto de Empreendedorismo, Tecnologia e Inovação)e CEO do Grupo CEOCON, o cenário revela um problema mais profundo do que uma simples falha técnica.

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“Estamos falando de um dos momentos mais importantes do calendário tributário. Não é aceitável que o sistema simplesmente não funcione. Isso não é uma falha pontual, é um problema de planejamento que impacta diretamente milhares de empresas e profissionais”, afirma.

Segundo ele, os principais prejudicados acabam sendo os contadores, que estão na linha de frente no atendimento aos clientes e precisam lidar com a falta de informações claras.
“Os clientes entram em desespero, e quem está ali para dar resposta somos nós, contadores. Precisamos orientar, mesmo quando nem a própria Receita consegue trazer clareza sobre a situação”, destaca.

Outro ponto de atenção levantado é a insegurança em relação aos informes de rendimentos vinculados ao eSocial, que ainda geram dúvidas sobre sua correta aplicação na declaração do Imposto de Renda.

“Falta comunicação clara e orientação técnica objetiva. Isso aumenta o risco de erros, retrabalho e até penalidades para o contribuinte”, completa.

Jefferson Custodio também ressalta que, embora a Receita Federal frequentemente se posicione como parceira da classe contábil, essa relação precisa ser refletida na prática, especialmente em momentos críticos como o início do período de entrega das declarações.

“Parceria se constrói com previsibilidade, estabilidade e respeito. O que vimos nesse início foi exatamente o oposto.”

Diante do cenário, o especialista defende que a Receita Federal se posicione oficialmente, reconheça as falhas e apresente soluções rápidas para normalizar os sistemas e garantir segurança aos contribuintes.

“Não é apenas uma questão técnica. É uma questão de responsabilidade com o sistema econômico do país.”

A expectativa é que os sistemas sejam estabilizados nos próximos dias, permitindo que contribuintes e profissionais consigam cumprir suas obrigações com maior segurança e previsibilidade.

FONTE/CRÉDITOS: Jefferson Custódio - CEO grupo CEOCON
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