Durante sessão no Senado Federal, o senador Jorge Seif (PL-SC) afirmou que “uma deputada estadual que não era nada até ontem, era só uma professora”, em referência à deputada Ana Campagnolo (PL-SC). A frase provocou repercussão imediata nas redes sociais, resposta da parlamentar e reação de representantes da categoria docente.
No pronunciamento, Jorge Seif atacou indireta ou diretamente Ana Campagnolo ao dizer que ela “não era nada até ontem, era professora, agora se acha líder da direita catarinense”.
Pouco depois, diante de críticas, o senador publicou esclarecimento, afirmando que “professor não é ‘nada’. Professor é muito. É base. É coluna vertebral do Brasil. Meu respeito permanece firme.”
A fala foi divulgada por vídeo amplamente compartilhado nas redes sociais.
Nas plataformas digitais, a declaração de Seif teve ampla circulação, disparando críticas ao que foi visto como desvalorização da profissão docente e machismo velado.
Reação da categoria docente
Representantes de sindicatos e associações de professores de Santa Catarina e de todo o país manifestaram indignação com a declaração.
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A fala de “era só uma professora” foi interpretada como simbólica de um desprestígio histórico à profissão de ensinar.
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Em nota, entidades destacaram que a docência é “coluna vertebral” da sociedade — ecoando o próprio esclarecimento de Seif, mas sustentando que tal reconhecimento deve vir antes, não apenas após repercussão.
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Professores também comentaram que a fala expõe um estigma: que se “é apenas professor”, não se estaria “em posição” para atuar ou liderar politicamente — o que constitui motivo de debate entre educadores quanto ao reconhecimento da profissão.
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Alguns grupos promoveram publicações em redes com a hashtag #ProfessoresImportam, demonstrando apoio à deputada e reafirmando o valor da carreira docente.
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