Mais de duas semanas após o assassinato dos corretores Thiago Adolfo e Deyvid Luiz Leitte dentro de uma imobiliária em Balneário Piçarras, a Polícia Civil decidiu prorrogar a investigação por mais 30 dias. A medida visa aprofundar a análise de provas e aguardar o laudo da perícia sobre o conteúdo dos celulares apreendidos.

O crime, ocorrido no dia 1º de julho, é tratado como duplo homicídio qualificado. O principal suspeito é Ralf Manke, ex-militar e também corretor, que está preso preventivamente. Ele teria cometido os assassinatos após um desentendimento envolvendo uma dívida de R$ 25 mil, parte de uma negociação de venda de sociedade da imobiliária.
Na versão apresentada pela defesa, Ralf teria agido em legítima defesa após se sentir ameaçado pelas vítimas. Já a delegada Beatriz Ribas contesta esse argumento e afirma que nenhuma arma foi localizada com os corretores, o que enfraquece a tese apresentada pelo suspeito.
A Polícia busca agora esclarecer os detalhes da motivação e entender se houve premeditação no encontro que terminou em tragédia.
