Três bares e uma distribuidora foram interditados pela Vigilância Sanitária em São Paulo por suspeita de comercialização de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol. O governo estadual confirmou cinco mortes ligadas à contaminação, além de outros sete casos confirmados e 15 em investigação.
Estabelecimentos interditados
As interdições ocorreram em diferentes regiões da capital e da Grande São Paulo.
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Bar Ministrão (Jardins, SP): cerca de 100 garrafas de destilados foram apreendidas. A Vigilância informou que o local comprava bebidas sem nota fiscal. Em nota, a administração do bar negou irregularidades e afirmou que todas as bebidas possuem procedência e nota fiscal.
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Torres Bar (Mooca, SP): interditado após operação conjunta com a Polícia Civil. Os proprietários declararam que sempre adquiriram bebidas de distribuidores oficiais e que colaboram com as investigações.
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Villa Jardim (São Bernardo do Campo, ABC Paulista): cliente relatou mal-estar após consumo de bebida no local, o que motivou a fiscalização. A administração informou que comprova procedência com notas fiscais e apoia a apuração.
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Distribuidora na zona sul da capital: parcialmente interditada. Produtos foram lacrados para perícia, e os donos obrigados a apresentar documentação fiscal.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública, a Polícia Civil instaurou cinco inquéritos para identificar a origem da adulteração. Em ações de fiscalização, já foram apreendidas mais de 50 mil garrafas suspeitas e 15 milhões de selos falsificados.
O governo estadual criou um gabinete de crise para coordenar as ações, diante do aumento de notificações e do risco à saúde pública.
O metanol é uma substância altamente tóxica, usada na indústria como solvente e combustível. O consumo pode causar cegueira, falência de órgãos e morte, mesmo em pequenas quantidades.
De acordo com especialistas da Vigilância Sanitária, o risco é maior porque a substância não altera significativamente o sabor ou o cheiro da bebida, dificultando a percepção pelo consumidor.
O Ministério da Justiça orientou bares, restaurantes e consumidores a redobrarem a atenção:
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verificar se o lacre da garrafa está intacto;
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observar erros de impressão nos rótulos;
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desconfiar de preços muito abaixo do mercado;
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exigir nota fiscal da compra.
