Durante a visita do governador Jorginho Mello (PL) ao Hospital Ruth Cardoso, na manhã deste domingo (20), um protesto emocionado interrompeu a coletiva de imprensa. Os pais do bebê Ragnar, que morreu durante o parto em abril deste ano, cobraram respostas e responsabilização pela morte do filho.
Com um cartaz em mãos, Edemar Leitemberg e Dayla Fernanda, pais do recém-nascido, se posicionaram em frente ao governador e fizeram um apelo público por justiça. “Hoje faz 100 dias que meu filho morreu dentro do hospital por uma negligência médica”, afirmou Edemar. O bebê faleceu no dia 25 de abril, durante um parto normal induzido. Segundo relato da família, a criança ficou presa no canal de parto e não resistiu.
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Em tom de desabafo, o pai disse que a perda foi marcada por sofrimento e revolta. “Eu comprei todo o enxoval, e tive que sair daqui com meu filho morto”, afirmou. Ele ainda acusou a unidade de negligência e abuso contra a esposa, e questionou o governador sobre a ausência de respostas por parte da gestão anterior do hospital.
Diante do protesto, Jorginho Mello declarou que o caso está sob investigação. “A Justiça vai se pronunciar, e, assim que isso acontecer, será cumprido o que ela determinar. Será responsabilizado quem tiver que ser responsabilizado”, respondeu o governador.
