O Brasil enfrenta uma epidemia de violência contra a mulher. Casos diários de feminicídio, agressões, ameaças e omissões institucionais evidenciam a fragilidade de uma rede de proteção que, embora prevista em lei, ainda falha em garantir a segurança das mulheres brasileiras. A Lei Maria da Penha — reconhecida pela ONU como uma das legislações mais avançadas do mundo — continua distante da aplicação integral necessária para conter a escalada dessa violência.
Entre especialistas e movimentos sociais, cresce a defesa de que a misoginia seja reconhecida como crime específico. Manifestações de ódio, desprezo, violência simbólica e ataques direcionados às mulheres pelo simples fato de serem mulheres estruturam e sustentam todas as demais violências, inclusive o feminicídio. Para organizações e lideranças femininas, tratá-la como questão prioritária no campo jurídico, social e institucional é urgente.
Diante desse cenário, mulheres de todo o país se organizaram para construir a Pauta Nacional de Referência, documento coletivo, horizontal e suprapartidário que reconhece o feminicídio como emergência nacional. O texto reúne eixos objetivos voltados exclusivamente ao enfrentamento da violência contra a mulher e pode ser adaptado por cada cidade conforme suas demandas locais. A convocação é clara: a sociedade deve se mobilizar contra a onda crescente de agressões.
Com esse propósito, movimentos catarinenses anunciam atos em várias cidades do estado. Em Santa Catarina, o chamado Levante Mulheres Vivas reforça a importância da união popular diante da crise de violência que atinge o país.
Mobilizações em Santa Catarina
06/12
📍 Joinville – 14h — Praça da Bailarina
07/12
📍 Florianópolis – 13h — Cabeceira da Ponte Hercílio Luz
📍 Chapecó – 14h — Praça Coronel Bertaso
📍 Garopaba – 09h — Café Mormaii
📍 Blumenau – 15h — Escadaria da Igreja Matriz
📍 Itajaí – 13h — Praça da Beira Rio
📍 Brusque – 13h — Praça Sesquicentenário
A mensagem é coletiva e urgente: no dia 7 de dezembro, o Brasil precisa ouvir a voz das mulheres.

Comentários: