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Sábado, 06 de Junho 2026

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Casal que viralizou com adoção em 6 horas é preso por maus-tratos a filhos

Mayara e Erik Coraci, que contaram ter adotado três irmãos após “esperar apenas seis horas na fila”, foram detidos após escola denunciar lesões em uma criança adotiva

Aline do Mar
Por Aline do Mar
Casal que viralizou com adoção em 6 horas é preso por maus-tratos a filhos
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O casal formado pela enfermeira Mayara Coraci, 36 anos, e o engenheiro Erik Coraci, 42 anos — que adotou três crianças em 2024 — foi preso em flagrante em Jundiaí (SP). 

A prisão ocorreu depois que uma conselheira tutelar, acionada pela escola de um dos meninos — de 10 anos — encontrou a criança com hematomas recentes na mão e região lombar, sinais de dor e dificuldade para andar. 

O filho mais velho relatou agressões pela mãe com uma raquete, afirma que sofria castigos físicos diários e que o pai tinha ciência — às vezes participava. Ele também afirmou que chegou a ser trancado à noite em um escritório apenas de roupa íntima, sem alimentação adequada e sem poder dormir.

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Outro filho, de 8 anos, confirmou ter cicatrizes antigas, e a irmã de 4 anos foi retirada do convívio familiar. As crianças foram encaminhadas ao hospital e depois ao acolhimento institucional. 

A adoção que viralizou

O casal ganhou notoriedade nas redes sociais em novembro de 2024 ao contar que demorou apenas seis horas para conseguir a adoção de três irmãos — relato inusitado diante da burocracia habitual. 

Eles declararam que o processo de adoção durou cerca de um ano desde o início formal até o encontro com as crianças. 
Segundo relatos, por volta das 11h da manhã de 25 de janeiro de 2024, um oficial de Justiça os notificou de que estavam aptos e oficialmente na fila de adoção; à tarde do mesmo dia foram informados de que as crianças já haviam sido “selecionadas”.

O encontro com os três irmãos — de 9, 7 e 4 anos — ocorreu em 5 de fevereiro de 2024. Metrópoles
A família usou metáforas de nascimento: a mãe chegou a dizer que “a bolsa rompeu” no dia em que recebeu a ligação de que as crianças haviam sido localizadas. Metrópoles

Aparência nas redes sociais e repercussão inicial

Nas redes sociais, o casal aparecia junto às crianças, relatando a emoção do primeiro encontro e celebrando a “adoção rápida” como algo quase milagroso. 
Posts e vídeos mostravam as crianças chegando à nova casa, com sorrisos e demonstrações de afeto — e o relato de “seis horas na fila” gerou grande repercussão, comentário positiva e esperança em quem acompanhava o processo. 

Na época, o casal dizia que sempre quiseram que o primeiro filho fosse “do coração, não da barriga”, justificando a adoção como uma escolha de afeto, com ênfase no desejo de dar um lar e amor às crianças. 

Com a prisão, o vídeo e as publicações antigas voltaram a circular — desta vez com indignação nas redes. 
O casal permanece à disposição da Justiça, enquanto as três crianças foram afastadas do convívio e encaminhadas para acolhimento institucional, com acompanhamento médico e psicológico. 

Especialistas e conselheiros tutelares têm apontado que esse caso evidencia fragilidades no sistema de adoção e na supervisão de famílias adotantes — e reforçam a necessidade de acompanhamento mais criterioso, mesmo após a formalização da adoção.

FONTE/CRÉDITOS: Redação
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Aline do Mar

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Aline do Mar

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