Os preços da cebola estão em queda contínua desde o início do segundo semestre, um movimento puxado por uma safra abundante que elevou a oferta nacional. Segundo dados compilados pela NDmais, a saca de 20 kg (classes 3 a 5) tem sido negociada a valores significativamente inferiores aos meses anteriores. Em meados de junho, a média de preço caiu de patamares estimados anteriormente para níveis mais modestos — um reflexo direto da ampla produção.
O fator oferta e seus efeitos
A relação entre oferta e preço é clara: quanto maior a quantidade disponível, menor tende a ser o valor de mercado. Nesse cenário, a safra recorde de cebola vem impulsionando a queda de preços em diversas regiões.
No Nordeste, por exemplo, relatórios do CEPEA indicam que a cebola amarela híbrida comercializada em Irecê (BA) atingiu média de R$ 44,50 por saca de 20 kg, com redução abrupta de 25,4% em relação à semana anterior. No Vale do São Francisco, a queda chegou a 35,4%.
No Sul, por outro lado, o encerramento da safra em Santa Catarina abriu espaço para a entrada de cepas estrangeiras — o que intensifica a concorrência e mantém os preços pressionados.
Para o consumidor
A queda de preço da cebola representa um alívio no bolso, especialmente para quem acompanha os preços da cesta básica. A hortaliça caiu de patamar em muitas feiras e supermercados e pesa menos no orçamento mensal.
Para o produtor
O cenário mais complexo aparece para quem produz: margens são comprimidas, custos fixos permanecem constantes, e a necessidade de competitividade aumenta. Alguns produtores podem ser pressionados a reduzir produção ou buscar alternativas agrícolas.
Com expansão da oferta prevista para as próximas semanas — especialmente nos grandes polos agrícolas do Cerrado, São Paulo e regiões produtoras do Nordeste — a tendência é de continuidade da queda de preços.
