A Câmara de Vereadores de Barra Velha aprovou a concessão de vale-alimentação no valor de até R$ 1,5 mil mensais para cada parlamentar. O benefício foi sancionado pelo prefeito Daniel Cunha (PSD) após aprovação por 10 dos 11 vereadores. Apenas o parlamentar Peterson dos Santos (PSD) não participou da votação.
A decisão provocou reação imediata entre servidores municipais e moradores da cidade, que classificaram a medida como desproporcional. O Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal (Sintrambav) anunciou que vai pressionar pela revogação da lei, aprovada sem ampla divulgação ou debate com a sociedade.
De acordo com o sindicato, enquanto os vereadores passam a contar com vale-alimentação três vezes maior que o concedido aos servidores da base, trabalhadores da prefeitura seguem recebendo valores considerados insuficientes. Uma professora relatou que, mesmo atuando em jornada de 40 horas semanais, recebe salário bruto de R$ 2.024 e vale de R$ 474, em contraste com o valor aprovado para os parlamentares.
O presidente do Sintrambav, Jossias Coutinho, afirmou que a medida representa um contrassenso em meio às discussões sobre a reforma administrativa da cidade. Segundo ele, o impacto anual estimado para os cofres públicos ultrapassa R$ 160 mil. O sindicato já encaminhou ofício pedindo que os servidores recebam benefício equivalente ao dos vereadores.
A presidência da Câmara, comandada por Diego Moraes (PP), declarou que o benefício será mantido. Apenas se a mesa diretora decidir colocar em pauta a revogação da lei poderá haver mudança. Caso contrário, o pagamento seguirá vigente no exercício atual.
