O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na quarta-feira (30) um decreto que oficializa a sobretaxa de 40% sobre produtos brasileiros. A medida, que complementa os 10% já anunciados em abril, entra em vigor na próxima quarta-feira (6) e atinge exportações do Brasil em áreas estratégicas.
Apesar do tom duro, o governo norte-americano deixou de fora da medida cerca de 700 itens brasileiros, como suco de laranja, castanhas, minérios, petróleo e peças de aviação civil. A exceção, no entanto, pode ser revista, caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) adote retaliações comerciais em nome da “reciprocidade”.
Trump foi direto ao afirmar que, se houver resposta do Brasil, os Estados Unidos irão ampliar ainda mais as barreiras. A movimentação é vista como um teste de força diplomática e econômica entre os dois países, num momento em que o governo Lula defende maior alinhamento com países do sul global, enquanto os EUA adotam uma política mais protecionista.
Nos bastidores, a posição de Trump é lida por analistas como uma tentativa de proteger a indústria americana e reafirmar autoridade frente a governos considerados ideologicamente distantes. Já o Planalto estuda possíveis reações, mas ainda não anunciou medidas concretas.
